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Pólipos Vocais

 

PÓLIPOS VOCAIS
 
DEFINIÇÃO
Os pólipos das pregas vocais são lesões de massa geralmente unilaterais, de configuração exofítica a partir da borda da livre, podendo ser sésseis ou pediculados, de tamanhos e coloração variados.
Os pólipos podem ocorrer em diferentes regiões da prega vocal, mas usualmente em sua metade anterior. São geralmente unilaterais, porém 10% dos casos podem apresentar formações bilaterais assimétricas. Pólipos sésseis são de base alargada e co grande aderência na prega vocal; já os pólipos pediculados são conectados à prega vocal por um estreito filamento de mucosa, podendo portanto, apresentar ampla movimentação durante a respiração deslocando-se para a supraglote durante a fonação.
 
INCIDÊNCIA
Pólipos são lesões mais freqüentes em adultos do sexo masculino, entre 35 e 45 anos de idade, sendo extremamente em crianças.
 
FATORES CAUSAIS
O pólipo é uma lesão considerada de etiologia recente aguda, embora em alguns casos a história clínica aponte para uma disfonia a longo prazo disparada por um evento específico. A gênese do pólipo é definida a partir de um pequeno traumatismo, que pode ser fonatório ou não, como na presença de refluxo gastresofágico.
Um evento único, de intenso fonotrauma, tal como um grito, pode ser causal de um pólipo; porém outros processos irritativos, como a aspiração de substâncias químicas agressivas (pipetagem em indústrias químicas) ou ainda atividades respiratórias intensas, como o esforço utilizado para tocar instrumentos de sopro, podem estar envolvidos na gênese desta lesão. O fumo e o álcool são fatores agravantes.
 
CARACTERÍSTICAS VOCAIS
Nódulos na infância são lesões de massa bilaterais, exofíticas, de natureza predominantemente edemotosa, que podem variar quanto ao tamanho, chegando a ser enormes, com localização na região anterior da prega vocal.
 
CARACTERÍSTICAS VOCAIS
Os pacientes com pólipos apresentam uma rouquidão característica, com soprosidade variável, observando-se muitas vezes freqüência fundamental dicrótica, com bifurcação do regime vibratório pelo desequilíbrio ocasionado na presença de uma lesão unilateral.
A presença de aspereza na qualidade vocal não é comum e reforça a suspeita de uma alteração estrutural mínima, o que deve direcionar nossa atenção para a prega vocal contralateral.
Incoordenação pneumofônica e dificuldades na variação de intensidade e na região das freqüências mais elevadas são características vocais comuns.
Os pacientes podem referir sensação de corpo estranho na garganta.
 
CONDUTA
O tratamento dos pólipos das pregas vocais é quase sempre cirúrgicos. A possibilidade de regressão espontânea ou com fonoterapia é muito reduzida.
Uma terapia vocal pré-cirúrgica, de curta duração, com orientações quanto à higiene vocal, pode auxiliar na regressão do edema do pólipo e das áreas subjacentes, reduzindo-se a área da intervenção cirúrgica. Após a remoção cirúrgica, se não for observada a normalização da voz em 15 dias, fica indicada a reabilitação vocal, geralmente de curta duração.
 
PROGNÓSTICO
O prognóstico é bom e a voz habitual é rapidamente recuperada. Recidivas de pólipos são raras e, quando ocorrem, alterações estruturais mínimas ocultas devem ser investigadas.
 
FONTE CONSULTADA
 BEHLAU, M–VOZ: O livro do especialista. V.1 Cap 5 Pag. 306-309. Rio de Janeiro: Revinter, 2001

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